Salvador (por DavidCampbell_)

Salvador (por DavidCampbell_)

 
19set.14reblog

"I, child of ammonia and carbon,

Monster of darkness and brightness,
Suffer, from the dawn of mind,
Evil influences of zodiac signs.”

- Augusto dos Anjos (Brazil, 1984-1914)

  
19set.14reblog
to apaixonado pelo seu tumblr q acabay d descobrir! qto requinte! meu queixo tah no peh! muito obrigado! :)

obrigada!

:)

 
19set.14reblog

Organização lança campanha “não vote em ruralista”

Conheça, também, os envolvidos na Lista Suja do trabalho escravo.

 
17set.14reblog

Bancada ruralista – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em tempo de eleição, fique atento aos candidatos que irá votar. Conheça quem são os candidatos que defendem os interesses dos proprietários rurais. Diga não aos políticos que estão associados aos grandes latifundiários, destruição do meio-ambiente, uso de trabalho escravo e conflitos de terra que matam e roubam terras de pequenos proprietários, indígenas e defensores do meio-ambiente. Saiba mais em ONG Repórter Brasil e República dos Ruralistas.

 
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Vapor Barato - Gal Costa

Oh, sim, eu estou tão cansado

Mas não pra dizer

Que eu tô indo embora

Talvez eu volte

Um dia eu volto 

Mas eu quero esquecê-la, eu preciso

Oh, minha grande

Ah, minha pequena

Oh, minha grande obsessão

Oh, minha honey baby

Baby, honey baby

Oh, minha honey baby

Honey baby, honey baby, ah

 
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sorrirecantarcomobahia:

Os tincoãs - Deixa a gira girar

  
14set.14reblog

Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.


Fala de Joaquim em “Os Três Mal-Amados”,  do livro “João Cabral de Melo Neto - Obras Completas”, Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59.

via Releituras

  
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Guerreiros - Maceió/ Alagoas c. 1943
foto por Marcel Gautherot  via IMS

Guerreiros - Maceió/ Alagoas c. 1943

foto por Marcel Gautherot  via IMS

 
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Tocadores do Tambor de Crioula – Cururupu/1958 (via Museu Afro-Digital do Maranhão)

Tocadores do Tambor de Crioula – Cururupu/1958 (via Museu Afro-Digital do Maranhão)

 
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Coureira dançando diante dos tocadores – Cururupu/1958 (via Museu Afro-Digital do Maranhão)
Foto incrível por Marcel Gautherot

Coureira dançando diante dos tocadores – Cururupu/1958 (via Museu Afro-Digital do Maranhão)

Foto incrível por Marcel Gautherot

 
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Tambor de Crioula - Cururupu/1958

fotos por Marcel Gautherot

(via Museu Afro-Digital do Maranhão)

 
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Coureira dançando diante dos tocadores – Cururupu/1958
(via Museu Afro-Digital do Maranhão)
foto por Marcel Gautherot

Coureira dançando diante dos tocadores – Cururupu/1958

(via Museu Afro-Digital do Maranhão)

foto por Marcel Gautherot

 
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Coureira dançando Tambor de Crioula – Cururupu/1958
( via Museu Afro Digital)
foto por Marcel Gautherot

Coureira dançando Tambor de Crioula – Cururupu/1958

( via Museu Afro Digital)

foto por Marcel Gautherot

 
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Piranhas (fonte)

Piranhas (fonte)

 
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